quinta-feira, 31 de março de 2011

ÍNDIOS


Minhas concepções sobre Educação Indígena não mudaram, creio que só se concretizaram, nosso país tem uma história pautada em exploração, abusos e desmandos desde a chegada dos primeiros navios o pensamento foi só de conseguir o máximo usando mão de obra escrava . Os colonizadores chegaram e se depararam com tudo de melhor, riquezas e possível mão de obra escrava, os índios, a cultura indígena foi considera selvagem, é mais fácil achar que o diferente é errado e também mais cômodo pois justificasse toda violência com o argumento de estar ensinando a ser civilizado e foi assim que começou, era preciso educar o índio para o trabalho então entram em cena os jesuítas que catequizaram os indígenas na doutrina cristã e à prática agrícola, o que a meu ver não foge muito do ensino neoliberal que procura atender os interesses do capitalismo, é as coisas de modo geral não mudaram muito! Como tudo relacionado a Educação no Brasil e a Escola Indígena não foge a regra, mudanças ocorreram de forma lenta e muitas vezes experimentais, em 1970 o Centro de Trabalho Indígena realizou um projeto chamado “O Retorno à Abundância” com o objetivo de resgatar a cultura indígena mas sua proposta era alfabetizar os índios na língua portuguesa e ensinar as operações básicas de matemática, o que ainda hoje é realizado em alguns grupos indígenas, pois considerava que assim eles seriam melhor atendidos nas cidades, o que não deixava de ser uma verdade mas isso é resgatar a cultura indígena ou se render a cultura dos considerados “civilizados”? Para mim isso só vem reforçar um desrespeito a diversidade cultural, a perda da identidade étnica indígena e valoriza a cultura das classes dominantes. A FUNAI com seu método tradicional, distante do cotidiano das aldeias indígenas, onde não há envolvimento por parte do professor com o cotidiano dos índios ao meu ver não garante uma aprendizagem significativa mas sim armazenamento de dados. Já as ONGs que atuam na Educação Indígena procuram respeitar a cultura indígena e também colocar os índios em contato com informações do “mundo civilizado” o “mundo dos brancos” inclusive ensinando-os a dirigir, tudo na própria aldeia onde também reside o professor. Esse modelo ao meu ver é o melhor pois respeita a organização, a tradição , os costumes a cultura do povo indígena colocando-os também a par de outras culturas e tecnologias, é o mais justo num mundo globalizado. Com relação a forma de pensar dos índios sobre a morte ,sei que para algumas tribos matar uma criança deficiente é simplesmente garantir uma linhagem forte, sadia que vai servir ao seu povo, a tal lei dos mais fortes, mas de tudo o que eu li o que não fazia parte das minhas concepções é pensar para a FUNAI isso também vale pois para mim antes de tudo devemos preservar a vida, ela é o que a de mais sagrado.

LIBERDADE DE QUEM?


Podemos pensar Liberdade como uma incógnita, uma palavra que nos remete primeiramente a sensação de poder de escolha, de direitos adquiridos, acima de tudo de vontade própria garantida, mas se pararmos para refletir ficaremos com um questionamento em nossas mentes: possuímos a liberdade ou ela nos possui? E isso causa medo pois é preciso sabermos discernir entre o certo o errado, não do meu ponto de vista mas do ponto de vista coletivo, não é fácil respeitar a fronteira entre os meus interesses e os interesses de terceiros, até onde vai a minha liberdade, não estou acima dos outros, dos direitos alheios, não sou o dono da verdade. Achamos que somos livres em nossas decisões, em nossas escolhas, ao consumirmos temos plena convicção que é a nossa preferência e poder aquisitivo que conta mas não percebemos, ou fingimos que não percebemos, o poder que a mídia exerce sobre nossas escolhas e nos manipula como marionetes e nos leva a realizar exatamente o que suas mensagens premeditaram.

Isso vale para tudo em nossas vidas, não somos obrigados mas com certeza somos induzidos em nossas decisões, repetimos bordões, gestos, cortamos os cabelos, compramos nossas roupas, nos cobramos sobre nosso biótipo, escolhemos marcas, discriminamos ou aceitamos comportamentos e situações de acordo com o contexto que nos transmitem e tudo achando que fazemos com liberdade e quem ninguém nos induz a nada. Homossexualidade, questão delicada a união legal de pessoas do mesmo sexo é proíbida no Brasil mas a eles têm assegurado o direito a adoção de uma criança desde que provem que têm uma vida estável , que liberdade distorcida não pode casar mas pode adotar, uma família se forma mas a união do “casal” não é legalizada. Em que momento o estado pode legitimamente interferir na liberdade do cidadão? Será que a liberdade da maioria da população é a mesma da minoria classe dominante. os pobres , os negros, os homossexuais, as mulheres, enfim todos têm liberdade desde que não vá de encontro com os interesses de quem detêm o poder. Liberdade “autonomia” ou “ausência de submissão”? depende do que querem que acreditemos. Quando optamos ficar em casa, com medo de assaltos, balas perdidas, violência sexual, entre outras barbaridades que já estão fazendo parte da rotina da população como se fosse situação do cotidiano e não atrocidades, estamos exercendo nossa liberdade de escolha ou estamos sem direito a ela? De dentro de uma cadeia de segurança máxima um chefão do trafico talvez tenha mais liberdade do que nós “pessoas livres” pois de lá de dentro ele tem o poder sobre nossas vidas, “liberdade” de escolher entre aterrorizar, matar, deixar viver, sequestrar.

Será então que os políticos têm a liberdade da indiferença? Que poder tem essa palavra LIBERDADE poder de comandar vidas. Então a auto proteção talvez seja a única justificativa para que uma pessoa venha a interferir na liberdade do próximo.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL


Educação Ambiental ultimamente se fala muito sobre o assunto, mas será que se coloca em prática tudo que se fala? Apesar de fazer parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais ainda é tida por muitos como um tema que deve ser abordado somente nas áreas de Ciência e Biologia, talvez isso ocorra porque os professores não adquiriram em sua formação conhecimento sobre a amplitude que esse tema aborda, pois estamos tratando da qualidade de vida, estamos tratando da preservação da nossa casa “o planeta Terra”, portanto é responsabilidade de todos e deve ser mediado por todas as disciplinas de maneira a garantir a interdisciplinaridade. Para Paulo Freire a história é feita pelos homens ao mesmo tempo em que os homens se fazem pela história, e que história estamos escrevendo , desenhando, para as próximas gerações? É muito fácil julgar e culpar os outros pelos problemas ambientais que estamos sofrendo como enchentes, deslizamentos, muitas vezes até Deus é responsabilizado “É a vontade de Deus”, o que estamos passando para nossos alunos?

Só teoria não é capaz de transformar uma situação, para Marx segundo Vazquez 1977, “Práxis é atitude humana transformadora da natureza e da sociedade”, então precisamos colocar em prática a teoria para que com responsabilidade e autonomia possamos construir uma relação harmônica entre homem e ambiente.

Devemos nos conscientizar que a Educação Ambiental não é algo dissociado da Educação e sim uma de suas dimensões (Tozoni- Reis), que requer um processo pedagógico organizado para atingir seu objetivo, fazendo para isso mediações existenciais entre o “eu”, “meu semelhante” e a “natureza”, num processo de relação entre o homem com o ambiente onde princípios devem estar presente. É importante que o professor realize seu trabalho visando a formação de alunos capazes de analisar as situações de forma critica e questionadora, capazes de fazer a diferença.

Trabalhar um projeto sobre Meio Ambiente não se limita a dar um explicação sobre algum tema e mandar fazer um desenho, por exemplo, isso é uma atividade pontual, se queremos mudar hábitos, construir valores e formar cidadãos capazes de transformar a realidade, conscientes de seu papel na sociedade e de seus direitos e deveres, devemos nos desprender das amarras e aceitar que sendo um dos Temas Transversais Meio Ambiente deve ser incorporado em todas as áreas do conhecimento assim como no trabalho educativo da escola. Para que um assunto tenha significado para a criança o ideal é abordar questões a partir de situações de sua realidade, do que esta próximo, as características, necessidades, possibilidades do local em questão e a partir daí inseri-lo numa visão global.

Como falar de Desenvolvimento Sustentável de forma ampla sem antes relacioná-lo com problemas vivenciados pela comunidade local, “desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”, PCN p.38.

Para que colocar lixeiras de cor diferenciada nas escolas visando a reciclagem do lixo sem antes fazer um trabalho de conscientização com as crianças, explicando o que é reciclar quais suas vantagens, o por que dos recipientes diferenciados, infelizmente na maioria das cidades não há a coleta diferenciada o que pode por a perder todo trabalho das escolas com relação aos recipientes de lixo, onde trabalho uma alternativa foi a própria escola procurar dar um destino correto ao lixo vendendo tudo que consegue e destinando o dinheiro a benfeitorias para as próprias crianças, como conservação e manutenção dos brinquedos da área de lazer, assim elas conseguem perceber que há um ciclo e que quanto mais elas ajudam respeitando as regras de separação do lixo maiores serão as benfeitorias conseguidas, sentem-se parte ativa num processo, houve também um trabalho de observação sobre a melhoria do ambiente coletivo, principalmente o pátio da escola a partir daí as próprias crianças tiveram a iniciativa de fazer cartazes visando ajudar a limpeza da escola como um todo, banheiro, classe, refeitório, e uma coisa vai levando a outra. Ao abordar um tema é importante que o professor conheça o assunto para ter segurança no que transmite e esteja em constante atualização, buscar junto com seus alunos mais informações em publicações e meios tecnológicos é um excelente recurso para garantir o dialogo, a troca de conhecimento entre professor e aluno, possibilitando também que a criança tenha condições de conhecer melhor o meio do qual faz parte e perceba sua importância como agente ativo e transformador e que reconheça que a qualidade de vida está ligada a atitudes cotidianas

GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL


São as construções sociais que classificam as pessoas em determinado gênero vinculando à eles valores e assim é que surgiu a divisão dos seres humanos em homens e mulheres, desconsiderando a diversidade e predominando as diferencias anatômicas e sexuais e assim, desde o início da história a construção dos gêneros em diferentes organizações sociais, ocorreu através da produção de diferenças e desigualdades, o que ocorre gradualmente desde a infância fortemente influenciado pela educação familiar.

Homens e mulheres constroem seu modo de ser e de sentir sua identidade, a partir de parâmetros sociais compartilhados por muitos.

A escola é um espaço com a tarefa fundamental de trabalhar visando superar a discriminação e violência àqueles que são considerados diferentes.

Aos professores cabe um olhar crítico sobre as relações de gênero e combater a educação sexista e a intolerância.

Uma escola inclusiva deve trabalhar visando que haja respeito em sala de aula diante das diferenças, deve ser um espaço acolhedor com ideal de superar as desigualdades sociais, não deve se omitir diante da compreensão da sexualidade como direito humano, assunto trabalhado nos PCNs no que diz respeito aos Temas Transversais.

O professor deve aproveitar todas as oportunidades para dialogar com seus alunos sobre padrões, caso contrário poderá ser um agente da manutenção de uma hierarquia social de preconceitos e injustiças e que pode punir os considerados fora do padrão para as classes dominantes. A homofobia na escola leva ao afastamento, rejeição e humilhação.

Precisamos trabalhar de forma consciente e segura visando quebrar esse ciclo que está envolvendo nossos alunos de forma sufocante, as crianças estão expostas às influências do meio, pois nada é inerte, estático, então precisamos estar ciente da importância do nosso papel de educadores comprometidos em superar as desigualdades

EDUCAÇÃO NO CAMPO


A educação no campo tem sido, devido a nossa história colonizadora, um desafio, pois os trabalhadores rurais, muitas vêzes são tratados como desiguais, aqueles que são incapazes de pensar ou agir por si próprio e que precisam, por ter pouco conhecimento sobre o mundo, seguir determinações da classe dominante.

O pensamento urbano quase sempre é que para as pessoas da zona rural não é necessário mutio conhecimento, o básico basta. A própria LDB aborda exclusivamente para a educação no campo a educação básica sem dar prosseguimento ao nível superior uma formação precária que serve à lógica do capitalismo.

A popualçao rural enfrenta desvantagens com relação à população urbano no tocante à direitos sociais e devido a ilusão de uma vida melhor a partir da última metade do século passado houve o exôdo rural, aonde as pessoas do campo vieram para a zona urbana, quase sempre se instalando nas periferias das cidades, mas muitas dessas pessoas devido a sua cultura e valores não conseguiram se adaptar à cidade e acabaram se sentindo excluídas.

Em termos de melhorias e investimentos o estado pouco fez pelas escolas afastadas da cidade, onde o professor é tido como o grande responspável para que tudo dê certo.

PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA


A Pedagogia da Alternância intercala um período do ano letivo em sala de aula e outro no campo, visando evitar a evasão escolar. Segundo uma reportagem da revista Nova Escola esse método precisa de mais estudo, pois apesar de dar oportunidades aos jovens e adultos do campo pode também acentuar a separação cidade e campo. Na pedagogia da alternância o aluno passa um período integral na escola onde ele vai aprender não só as matérias regulares, mas também como melhor aproveitar os recursos do campo, e outro período ele vai para casa com o intuíto de colocar em prática os conhecimentos adquiridos no período em que os alunos não estão na escola e os professores preparam suas aulas e elaboram projetos a serem realizados.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS



Projeto para a Educação de Jovens e Adultos elaborado por Ana Carmem Mirando Silva da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE. Alfabetizar para preservar o meio ambiente e resgatar o saber popular. O projeto está pautado em alfabetizar jovens e adultos unindo ciência e o saber popular no exercício da educação tranformadora a partir de atividades criativas, libertadoras da opressão social. É um projeto viavel pois está voltado à necessidade de sobrevivência do nosso planeta e portanto a da nossa qualidade de vida. Tem por princípio alfabetizar inserindo o saber popular, exercendo as práticas sociais envolvidas com a cultura científica, para isso é necessário um trabalho conjunto, escola, família e comunidade. Um trabalho que busca a valorização do cidadão, seus conhecimentos e habilidades, trabalhando questões ambientais como água, saneamento básico, ecossistema, biodiversidade, natureza e mudanças de hábitos e atitudes. Através de fotos mostra aos alunos os aspectos positivos e negativos da ação do homem no nosso planeta e a valorização de sua preservação, assim como a necessidade de sua sobrevivência, tornar a alfabetização e o alfabetizando agentes transformadores, com atitudes de um preservador que conseque identificar e saber onde está o problema e cria meios para eliminá-lo, agentes realmente participativos e ativos na construção de uma nova sociedade.