Podemos pensar Liberdade como uma incógnita, uma palavra que nos remete primeiramente a sensação de poder de escolha, de direitos adquiridos, acima de tudo de vontade própria garantida, mas se pararmos para refletir ficaremos com um questionamento em nossas mentes: possuímos a liberdade ou ela nos possui? E isso causa medo pois é preciso sabermos discernir entre o certo o errado, não do meu ponto de vista mas do ponto de vista coletivo, não é fácil respeitar a fronteira entre os meus interesses e os interesses de terceiros, até onde vai a minha liberdade, não estou acima dos outros, dos direitos alheios, não sou o dono da verdade. Achamos que somos livres em nossas decisões, em nossas escolhas, ao consumirmos temos plena convicção que é a nossa preferência e poder aquisitivo que conta mas não percebemos, ou fingimos que não percebemos, o poder que a mídia exerce sobre nossas escolhas e nos manipula como marionetes e nos leva a realizar exatamente o que suas mensagens premeditaram.
Isso vale para tudo em nossas vidas, não somos obrigados mas com certeza somos induzidos em nossas decisões, repetimos bordões, gestos, cortamos os cabelos, compramos nossas roupas, nos cobramos sobre nosso biótipo, escolhemos marcas, discriminamos ou aceitamos comportamentos e situações de acordo com o contexto que nos transmitem e tudo achando que fazemos com liberdade e quem ninguém nos induz a nada. Homossexualidade, questão delicada a união legal de pessoas do mesmo sexo é proíbida no Brasil mas a eles têm assegurado o direito a adoção de uma criança desde que provem que têm uma vida estável , que liberdade distorcida não pode casar mas pode adotar, uma família se forma mas a união do “casal” não é legalizada. Em que momento o estado pode legitimamente interferir na liberdade do cidadão? Será que a liberdade da maioria da população é a mesma da minoria classe dominante. os pobres , os negros, os homossexuais, as mulheres, enfim todos têm liberdade desde que não vá de encontro com os interesses de quem detêm o poder. Liberdade “autonomia” ou “ausência de submissão”? depende do que querem que acreditemos. Quando optamos ficar em casa, com medo de assaltos, balas perdidas, violência sexual, entre outras barbaridades que já estão fazendo parte da rotina da população como se fosse situação do cotidiano e não atrocidades, estamos exercendo nossa liberdade de escolha ou estamos sem direito a ela? De dentro de uma cadeia de segurança máxima um chefão do trafico talvez tenha mais liberdade do que nós “pessoas livres” pois de lá de dentro ele tem o poder sobre nossas vidas, “liberdade” de escolher entre aterrorizar, matar, deixar viver, sequestrar.
Será então que os políticos têm a liberdade da indiferença? Que poder tem essa palavra LIBERDADE poder de comandar vidas. Então a auto proteção talvez seja a única justificativa para que uma pessoa venha a interferir na liberdade do próximo.
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