terça-feira, 29 de março de 2011

DESIGUALDADE NA EDUCAÇÃO

O Brasil é o país campeão na desigualdade social. O contraste apresentado, principalmente nas grandes cidades é assustador. Enquanto uns desfilam com seus carros importados e gastam quantias enormes apenas numa festa, a grande maioria está vivendo em condições subumanas. Há muito tempo o grande desafio da nossa nação é reduzir a desigualdade social, trazer mais dignidade a grande maioria. Para que isso ocorra é necessário que todos tenham condições dignas de moradia, educação, segurança, emprego e saúde. Tais temas são muito debatidos na época das eleições, mas depois ficam mais quatro anos esquecidos. O último governo conseguiu algum avanço social, mas ainda existe muito que fazer para que o Brasil reverta este quadro. As diferenças entre as pessoas estão basicamente ligadas ao poder econômico de cada uma delas, porque num país onde a educação, saúde e segurança, não atingem a excelência, apenas vivem bem aqueles que podem pagar particular. Esta contradição vem de longa data, desde o descobrimento do país, pois era para povoar o Brasil que mandavam os excluídos da sociedade Européia. Em seguida para o trabalho foi mandado para o Brasil um povo guerreiro, os Africanos, que vinham para trabalhar como escravos. A escravidão no Brasil durou até 1888. A partir de então os imigrantes, que sem ter como conseguir uma vida digna no seu país vieram para o Brasil em busca de novas oportunidades. A escravidão acabou, mas para onde foram os ex-escravos? Os descentes deste povo ainda estão na nossa sociedade gritando por igualdade social, e pedindo o fim da discriminação que sofrem por conta da sua cor de pele. Os imigrantes foram enganados pelos grandes latifundiários. Vieram para o Brasil com falsas promessas e sofreram por muitos anos para tentar se libertar da escravidão que para eles eram impostas. Hoje são pessoas simples que vivem na nossa sociedade. Alguns permaneceram na zona rural e outros migraram para os grandes centros e trabalham nas mais diversas áreas. Com tudo isso quem saiu ganhando nos longos anos de história foi a classe dominante, proprietários e latifundiários que se acostumaram a acumular riquezas. Na História da Educação do Brasil, as coisas não foram diferentes. Os Jesuítas iniciaram seu trabalho, mas logo foram expulsos do país e a educação sofre até hoje os prejuízos da expulsão dos Jesuítas. As escolas no século 19 e 20 eram para poucos. Os filhos dos pobres tinham que aprender a ler e escrever e efetuar as quatro operações básicas, pois não necessitavam saber mais do que isso, para ocupar as funções subalternas impostas pela sociedade. A partir do antigo ginasial (atual sexto ano), a educação era extremamente excludente. Somente após os anos 90 que a universalização da educação básica passou a ser uma realidade, mas para chegar nisso vivemos 500 anos de história. Hoje o país vem avançando na educação. Programas do Governo Federal como o PROUNI, trouxe um avanço muito grande para incluir os filhos dos pobres nas universidades. Com quinhentos anos de exclusão seria impossível o nosso país já ter resolvido o problema da desigualdade social. Um dia isso acontecerá. Esperamos ansiosos por este dia, que na certa ainda demorará um pouco.

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