terça-feira, 29 de março de 2011

UM SONHO POSSÍVEL

Estive refletindo sobre a Tolerância boa e Tolerância ruim de Norberto Bobbio e veio à minha mente o ano de 1.999 quando devido a reorganização mudei minha sede para uma escola que só tinha salas de primeira a quarta série e conheci uma professora que trabalhava usando o método do construtivismo, " do jeito que ela entendeu", e sua condescendência diante do erro era algo que me chocou pois ela simplesmente aceitava tudo sem tentar levantar as hipóteses das crianças para do erro chegar ao certo, crianças que foram formadas acreditando que à tudo deve-se ser tolerante, sem que haja discussão, diálogo sobre os assuntos talvez não desenvolva a intolerância boa, a rejeição às desigualdades. Em seguida, como é mágico o cérebro humano, lembrei-me do filme "Um sonho possível" baseado em fatos verídicos, cuja imagem ilustra esta postagem. No filme uma mulher muito rica que adota um rapaz pobre, negro e abandonado no mundo pelos pais usuários de droga, ela desconstrui dentro dela mesma e de todos que a cercavam o conceito de que a primeira impressão é a que fica,de que o diferente deve ser afasto pois se não é igual é ruim, de que "filho de peixe peixinho é", foi sofrido mas ela consegui matar dentro do seu seio familiar a semente do preconceito social, e quem sabe com o filme ela tenha plantado uma nova semente a da inclusão, da aceitação ou pelo menos tenha feito muita gente repensar atitudes e valores e que a nossa realidade é muito concreta e se explica pelas nossas ações e não há uma realidade paralela que detem a perfeição. Nossa como é difícil admitir que como educadora já me peguei julgando pela aparência, "coitadinha, pequenininha, chegando até a ser mirradinha, totalmente estrábica e extremamente quieta, deve ter problema de aprendizagem" e que tapa de luvas de pelica quando a garota vai bem na avaliação diagnóstica, ela me mostrou que o valor da pessoa não está na aparência, mesmo que você esteja agindo na maior boa fé.

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