terça-feira, 29 de março de 2011

UMA ESCOLA INCLUSIVA

Podemos dizer que estamos no caminho certo mas não podemos nos acomodar e achar que as coisas vão mudar da noite para o dia e sem a participação social cobrando que as leis saiam do papel, que a inclusão realmente seja uma realidade, que os professores recebam cursos de capacitação para atuarem nessa nova realidade, que as políticas educacionais estejam sempre acompanhando a globalização, as novas tecnologias, e tenham planos de ação adequados ao movimento de inclusão. Uma a escola para ser inclusiva precisa procurar promover situações e atitudes que mudem um comportamento negativo com relação ao diferente, quebrar tabus. Seu professor deve explorar as potencialidades de cada um, agir com e promover solidariedade, propiciar ao aluno, quando necessário atividades como reforço, sala de recurso. O Brasil está progredindo mas a passos lentos, ainda temos muito o que alcançar, ainda convivemos com elevado número de repetência e evasão, precisamos formar cidadãos éticos capazes de ler o mundo de forma crítica e isso só conseguiremos com uma educação de qualidade, com um número muito maior de jovens conseguindo cursar um ensino superior e com profissionais bem formados. Com relação à avaliação da educação ela tem sido por indicadores numéricos de produtividade de maneira exata, limitada, o que deixa a desejar pois não mede o processo educativo. O mais triste é saber que mesmo com esses resultados nas mãos não são os municípios que mais precisam os que recebem mais verbas. Quero fazer um paralelo com o bônus que alguns professores estaduais recebem, o que ao meu ver deve ser direito de todos independete dos resultados do SARESP, aqueles que trabalham nas escolas mais complicadas por falta de recursos, falta de funcionários, de difícil acesso, número elevado de alunos por sala e que por isso nem sempre tem um resultado considerado satisfatório não recebem nada, será que esses profissionais se sentem motivado para o próximo ano letivo? Gosto muito da frase da autora Benevides (1998, p. 157) que diz "numa sociedade verdadeiramente democrática ninguém nasce governante ou governado, mas pode vir a ser", isso só se define com uma educação de qualidade e segundo a autora voltada a democracia, com formação sólida nas diversas áreas do conhecimeto, com consciência ética e com uma educação comportamental desde a tenra idade. Então educação é muito mais doque resultados de avaliações, índices e comparações desses resultados, seu objetivo maior deve ser melhorar a vida das pessoas. Vou comentar algo que me aconteceu ainda esse ano, numa conversa informal com minha diretora eu falei algo que para mim era muito normal e verdadeiro e ela ficou parada pensativa e disse que nunca havia se tocado disso, bem o que eu disse foi que eu quero dar aula e ser feliz fazendo isso, acho que para minha aula ser produtiva e para motivar meus alunos eu tenho que gostar do que estou fazendo, gostar do ambiente escolar, só assim vai haver troca entre professor e aluno, ao meu ver só assim todos estaremos felizes pois se eu chegar de cara amarrada, explicar de forma mecânica sem envolvimento das crianças creio que não ocorrerá uma aprendizagem significativa. Precisamos nos posicionar com relação a educação pois ela não é neutra, está sempre atendendo interesses e se queremos realmente a universalização da educação com qualidade devemos lutar para que isso realmente aconteça. Paz e violência dois opostos tão presentes no cotidiano , o que quase todos mais anseiam é pela Paz mas o que mais nos cerca é a violência, seja ela verbal, moral, explicita ou implícita ela está sempre presente inclusive no ambiente escolar, por isso a escola deve enfocar a educação para a paz como meta a se atingida, transmitindo atitudes e valores num processo contínuo, numa convivência permeada pelo diálogo e pelo respeito a diversidade, a Cultura da Paz. Após breve relato sobre a universalização da educação com alunos do quinto ano, houve um momento de troca de conhecimentos onde eles foram questiondos sobre que idéia tinham do surgimento da escola, muitas foram as respostas mas a de uma garota me surpreendeu porque ela não se prendeu ao prédio estrutura física, ela falou que achava que a escola começou com alguém que queria transmitir seus conhecimentos, segundo ela "não queria que as coisas ficassem só com ele". A maioria achava que a escola sempre foi frequentada por quem tivesse vontade, independente de sexo, cor, contudo muitos comentaram que seus pais, quase todos trabalhadores rurais cortadores de cana, não puderam estudar muito pois precisaram trabalhar para ajudar a família.Questinados se conheciam alguém que nos dias atuais não frequenta a escola e o motivo, alguns comentaram o mesmo caso, um garoto da rua onde moram que já tem dezesseis anos e não terminou o quinto ano, falaram que ele começa estudar, obrigado pela mãe e pelo Conselho Tutelar mas que logo desiste, o motivo são as drogas das quais o garoto não consegue se livrar.

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